quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jogos e brincadeiras nas séries iniciais.


O presente estudo aborda a importância do lúdico nas series iniciais, uma vez que os jogos e as brincadeiras são uma grande oportunidade de mediação entre o prazer e o conhecimento. No entanto analisando à prática pedagógica dos professores, se pode observar que com ansiedade de aplicarem os conteúdos propostos deixam de lado a ludicidade, por não terem o embasamento teórico do lúdico em seu cotidiano escolar. Não é por falta de condições do sistema escolar, pois cabe a cada professor buscar motivação e preparar aulas mais estimulantes que auxiliam os alunos a obterem autonomia, preparando-os para que possam se tornar sujeitos críticos de suas ações no meio em que vivem. Por este motivo, aprofundar-se sobre o lúdico é tão necessário, levando a uma reflexão das práticas pedagógicas. A grande preocupação surgiu porque alguns docentes da educação do Ensino Fundamental não acreditam que quando pensamos em brincar, não há tempo perdido, pois não percebem que o lúdico desenvolve o processo de aprendizado do educando. Assim temos o objetivo maior de possibilitar a reflexão dos educadores, conscientizando-os de que os jogos, os limites, as regras, o lazer são prazeres que estimulam o convívio social, permitindo o contato da criança com o ambiente na qual interage, construindo assim seu conhecimento. O lúdico é essencial para uma vida saudável e um melhor desenvolvimento, neste processo a criança inventa suas maneiras de brincar, onde o mundo do faz-de-conta torna-se um meio indispensável para a aprendizagem. Sendo assim, elas usam sua imaginação e criatividade, desenvolvendo sua afetividade através do convívio com outras crianças, das relações e das diferentes formas de comportamento. Em suma, o tema escolhido tratou de uma reflexão sobre o brincar nas séries iniciais, considerando uma grande ferramenta para a aprendizagem pelo fato do brincar fazer parte da criança, pois é o que ela faz espontaneamente e muito bem. Tendo como objetivos estudar os diferentes autores que relatam a importância do lúdico na educação e no desenvolvimento dos educandos.

Jogo
Essa técnica tão utilizada na Educação Infantil pode ser um grande aliado para os professores das séries iniciais, por ser uma forma de propiciar entre os alunos o desenvolvimento em grupo. Esse assunto é tão intrigante que vários estudiosos apresentam estudos sobre o brincar e a criança, mostrando o quanto é importante esse recurso para o desenvolvimento das mesmas. Dentre eles estão Vigotsky e Piaget. Cada um tem seu ponto de vista, no entanto ambos concordam que a brincadeira é um ótimo exercício para a aprendizagem.
De acordo com Vigotsky (1991) o processo de aprendizagem e o desenvolvimento da criança vêm do brincar, pelo fato da criança reproduzir experimentações e de conviver com outras crianças. Por esse pensamento perceber-se o quanto o brincar traz conhecimentos e aprendizagem para o desenvolvimento do individuo, não só criança como adulto também.
Assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, formas de pensamento e ensinamentos. Como ressalta Dohme, “o brincar faz parte de um processo de aculturamento para crianças de diferentes origens, onde elas tomam contato e fazer trocas de experiências e pontos de vistas”. (DOHME, 2008, pg. 14).
Segundo Cerquetti (1997, p.42), o jogo é importante devido a alguns fatores, tais como:
• Socialização: a criança aprende a respeitar os amigos, a esperar sua vez de jogar, desenvolve a paciência, aprende a aceitar as regras do jogo, a tomar cuidado com o material, a correr riscos a perder a ganhar.
• Jogar é trabalhar: participar de um jogo leva a realizar escolhas, a tomar decisões, a organizar estratégias, torna a criança ativa.
• Promovendo trocas com os outros: o jogo acarreta contato e comunicação.
Podemos ressaltar outro estudioso sobre os jogos, sendo ele Soares (1992, pg. 67) que apresenta as seguintes características dos jogos nas séries iniciais:
• Trabalhar o reconhecimento de si mesmo e das próprias possibilidades de ação;
• Possibilitar o reconhecimento das propriedades externas dos materiais ou objetos utilizados para jogar, seja estes do ambiente natural ou construídos pelo homem;
• Identificar as possibilidades de ação com os materiais ou objetos e das relações deste com a natureza;
• Implicar a inter-relação do pensamento sobre uma ação com uma imagem e a conceituação verbal dela;
• Possibilitar relações com outras matérias e disciplinas, promovendo a interdisciplinaridade;
• Implicar relações sociais entre criança-família, crianças-crianças, crianças-professor, crianças-adultos;
• Implicar a vida de trabalho do homem, da própria comunidade, das diversas regiões do país e de outros países;
• Implicar o sentido da convivência com o coletivo, suas regras e valores que envolvem;
• Trabalhar a auto-organização;
• Possibilitar a auto-avaliação de brinquedos, tanto para jogar em grupo como para jogar sozinho;
• Propiciar o desenvolvimento da capacidade de organizar os próprios jogos e decidir as regras entende-as e aceitando-as como exigência do coletivo.

De acordo com Cunha, o brincar para criança é importante, por ser:
• Porque é bom, é gostoso e dá felicidade e, ser feliz é estar mais predisposto a ser bondoso, a amar o próximo e a partilhar fraternalmente;
• Porque brincando que a criança se desenvolve, exercitando suas potencialidades;
• Porque brincando a criança aprende com toda riqueza do aprender fazendo espontaneamente, sem pressão ou medo de errar, mas com prazer pela aquisição do conhecimento;
• Porque brincando, a criança desenvolve a sociabilidade, faz amigos e aprender a conviver respeitando o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo;
• Porque brincando, aprende a participar das atividades, gratuitamente, pelo prazer de brincar, sem visar recompensa ou temer castigo, mas adquirindo o habito de estar ocupada, fazendo alguma coisa inteligente e criativa;
• Porque brincando, prepara-se para o futuro, experimentando o mundo ao seu redor dentro dos limites que a sua condição atual permite;
• Porque brincando a criança está nutrindo sua vida interior, descobrindo sua vocação e buscando um sentido para sua vida. (CUNHA, 1994, pg. 11)

Técnicas e jogos pedagógicos.
Para (IMBERNÓN, 2000) é de suma importância que antes da realização de um jogo, que o professor esteja preparado para aplicá-lo, e que esteja sempre em busca de novas técnicas e jogos, não tornando os mesmos cansativos. Assim primeiramente o educador deve se organizar, traçar suas metas e a metodologia que ira trabalhar. Assim na aplicação dos jogos o educador deve: (1) Ser um guia, estimulador e desafiador; (2) Problematizar o jogo e discutir o pôr que do mesmo; (3) Transmitir segurança e novas aprendizagens aos alunos; (4) Estar preparado e consciente ao aplicar o jogo; (5) Estar seguro dos seus atos; (6) Ser motivador; (7) Usar diferentes jogos e métodos; (8) Ser flexível e trabalhar se acordo com a realidade dos educandos; (9) Estimular e trabalhar os jogos em grupo; (10) Transmitir experiências aos alunos.
Segundo o PCN (1997, p. 49):
Finalmente, um aspecto relevante nos jogos é o desafio genuíno que eles provocam no aluno, que gera interesse e prazer. Por isso, é importante que os jogos façam parte da cultura escolar, cabendo ao professor analisar e avaliar a potencialidade educativa dos diferentes jogos e o aspecto curricular que se deseja desenvolver.
O jogo pode ser um grande aliado para o aprendizado nas diversas disciplinas, como por exemplo, na matemática. De acordo com Borin (2002, p. 9):
A introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir os bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. Dentro da situação de jogo, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo tempo em que estes alunos falam matemática, apresentam também o melhor desempenho a atitudes mais positivas frente aos seus processos de aprendizagem.
De acordo com Cerquetti (1997, p.42) a atividade jogo ajuda muito a criança no desenvolvimento da criatividade, da memória, da imaginação, concentração e organização. Por isso, é importante usarmos os jogos nas aulas de matemática, desde as séries inicias.
Os jogos utilizados em sala de aula são classificados em três tipos (BORIN, 2002):
• Jogos estratégicos: a principal habilidade requerida é o desenvolvimento do raciocínio lógico. Neles, o aluno usa diversas estratégias para atingir o objetivo final.
• Jogos de treinamento: muito usados quando o aluno necessita de reforço e alguns conteúdos matemáticos, substituindo, assim as cansativas listas de exercícios.
• Jogos geométricos: o objetivo principal é mobilizar a habilidade de observação e o pensamento lógico. Nesse caso é possível utilizar as figuras geométricas, semelhanças de triângulos, ângulos e polígonos.
Podemos perceber que o jogo é uma contribuição para o desenvolvimento do aluno quando utilizado de forma lúdica nas séries inicias, como diz Kishimoto se tornarmos como jogo uma definição mais ampla, veremos que este vem sendo usado no ensino de matemática há muito mais tempo que imaginamos. Perelman é seguramente um grande precursor do uso do jogo no ensino da matemática, tomando-o como possibilidade de explorar um determinado conceito e colocando-o para o aluno de forma lúdica. Os quebras-cabeças, os quadrados mágicos, os problemas desafios, etc. poderiam ser enquadrados nestas características de forma lúdica de lidar com conceito. (KISHIMOTO, p. 81, 2008).


O lúdico na escola

Nos últimos anos, os currículos de pré- escolas e dos primeiros anos escolares tem dado maior importância em exercícios formais de aprendizagens e memorização. No entanto, psicólogos e educadores que estudaram o brincar das crianças encontraram vestígios que comprovam que oportunidades espontâneas de brincar para crianças de idade pré-escolar até a puberdade, não são apenas divertidas como também colaboram para o ganho de vocabulário, aumento de habilidades mentais e sociais, indicação de pensamento criativo, capacidade de tolerar atrasos e de reprimir agressão desmotivada. O Referencial Curricular Nacional para Ensino Fundamental (BRASIL, 1998) afirma que por meio dos jogos as crianças não apenas vivenciam situações que se repetem, mas aprendem a lidar com símbolos e a pensar por analogia (jogo simbólico): os significados das coisas passam a ser imaginadas por elas. Ao criarem essas analogias, tornam-se produtoras de linguagem, criadoras de convenções, capacitando-se para se submeterem a regras e dar explicações. (...) A participação em jogo de grupo também representam uma conquista cognitiva, emocional, moral e social para a criança e um estimulo para o desenvolvimento do seu raciocínio lógico.
O brincar também tem a função da dramatização de situações e de conflitos, por meio da brincadeira a criança coloca para fora suas emoções, frustrações transferindo tudo que está sentindo no momento da brincadeira e tudo que está guardado em seu interior. Geralmente é por meio das brincadeiras que descobrimos se a criança está passando por algum tipo de problema. Com a atividade lúdica a criança aprende com prazer e a aula se torna cada vez mais cativante e assim a participação dos alunos é muito mais ativa. Brougére diz que “o mundo do tempo livre das crianças, especialmente de seus jogos é cheio de sentido e significações, e é simbólico”. A criança ao brincar transfere toda sua emoção para a vida real. (BROUGÉRE, 1998, pg. 138)
Infelizmente só conseguimos visualizar essa situação na pré-escola, pois quando as crianças entram no Ensino Fundamental, os professores se prendem a cartilha, a lousa, ou seja, a cumprir conteúdos esquecendo que o aluno está em fase de transição do mundo fantástico da pré-escola para o mundo das letras que para alguns se torna um pesadelo, mas não podemos deixar de salientar que há professores que levam a brincadeira para a sala de aula e assim obtém mais êxito na aprendizagem de seus alunos por tornarem a aula atrativa prendendo assim atenção dos alunos e ganhando a interação entre eles. De acordo com Dohme (...) nos dias de hoje, a sociedade moderna valoriza a criatividade, a iniciativa e o senso critico, e a escola precisa preparar seus alunos de forma a despertar esse potenciais. Daí a cresceste importância do uso do lúdico no processo educacional, que instiga à participação, a critica, a busca da novidade e da ousadia, sem desprezar a importância do respeito e da cooperação entre os elementos de um grupo, porque as disciplina e a obediência fazem parte de qualquer jogo. (DOHME, p. 13, 2008).
A atividade lúdica proporciona uma maior interação entre os alunos há sempre uma troca de experiência, com isso sala de aula mais disciplinada, mais concentrada e estimulada para aprender cada vez mais. Podem-se encontrar várias vantagens na atividade lúdica em sala de aula, como: a mudança de comportamento das crianças; agressividade; interação entre elas; melhor aprendizado e participação. Além disso, mexemos com a imaginação da criança, pois há muitas crianças que só encontram a alegria na sala de aula. Como diz Shada, o jogo não pode ser visto, apenas, como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral. (in KISHIMOTO, pg. 95, 2008)
Com a ludicidade podemos observar uma aula bem mais rica em aprendizagem por parte dos alunos, transformando assim a sala de aula em um ambiente gostoso de ser trabalhado. Essas atividades proporcionam nos alunos uma maior confiança, um ambiente mais alegre e um envolvimento maior por parte dos alunos, até mesmo aquele aluno mais quieto e tímido entram no clima da brincadeira e acabam aprendendo a socializar-se com os amiguinhos.
Trabalhar com a ludoeducação é mais simples do que pode parecer, os educadores tem medo de mudar e com isso acabam prejudicando seus alunos. Hoje a educação precisa ser mais ativa, mais participativa, escola tem que ser um local que ajude a formar um cidadão e sua totalidade, no qual busque passar habilidades e competências para o homem viver em sociedade e seja um ser participativo em sua comunidade. (DOHME, 2008)
Apesar de muitos ainda pensarem que o jogo não tem uma lógica e não passa de uma brincadeira de criança, é um grande aliado para trabalhar o desenvolvimento pessoal (autodescoberta, autonomia e auto-estima) e o cooperativo (convívio, cooperação e habilidade de liderar e de ser liderado). Por meio da atividade lúdica, a criança aprende a seguir regras, experimenta formas de comportamento e se socializa, descobrindo o mundo ao seu redor. Por isso, a atividade lúdica tem um papel decisivo nas relações entre a criança e o adulto, entre as próprias crianças e entre a criança e o meio ambiente (apud TASSINARI, pg. VI, 2007).
Com isso podemos trabalhar diversos jogos para atrair e ganhar a atenção dos alunos desde jogos tradicionais, no qual só é preciso um giz para fazer uma amarelinha no chão da sala, como um jogo mais abrangente que será preciso outros materiais. Por este motivo que é preciso criar uma brinquedoteca por ser um espaço de brinquedo, tornar-se aos olhos da criança como uma fábrica dos sonhos, um local, no qual as crianças viajam e se transportam para um mundo da fantasia, que mexem com a imaginação e os desejos mais íntimos. Como ressalta Santos “A brinquedoteca escolar, além de ser o espaço da criança, deve ser um espaço de experiência, estudo e disseminação de novas idéias sobre o lúdico, de tal forma que contagie todo o professores da escola. As experiências que mais se destacam, têm provado que a pedagogia do prazer e o educador lúdico tem as chaves do construtivismo” (SANTOS, 2000. pg 59).
Espaço esse que deve ser trabalhado em conjunto entre o professor e o aluno, não importa se forem atividades direcionadas ou livres, o importante é aproveitar todos os momentos, cada segundo dentro deste mundo do faz de conta e cabe ao professor ficar atento para absorver o que às crianças estão lhe mostrando, por meio das brincadeiras. Com isso os professores poderão além de preparar aula mais estimulante também verificar como está a relação da criança em casa. (DOHME, 2008)
Todas as escolas deveriam ter um brinquedoteca para auxiliar na aprendizagem das crianças e ministrar cursos de capacitação para os professores utilizarem este recurso em sala de aula. Segundo Cunha (1997), pelo simples fato de existir, a “brinquedoteca é um testemunho de valorização da atividade lúdica das crianças.”
O que falta em nossa educação professores mais ousados e menos voltados para o passado, que saibam aproveitar os novos recursos que estão ao nosso alcance para ajudar na alfabetização dos alunos e se for uma brinquedoteca, por que não aderir e se divertir junto com os alunos. Qual criança não aprende quando está feliz? Dohme afirma que o jogo é um importante aliado para o educador conhecer as suas crianças e jovens. Durante os jogos, o educador pode observar atentamente a atuação de cada um deles com os colegas, poderá perceber as suas qualidades e defeitos, como se relacionam com os demais, se têm valores, como lealdade, bondade e cortesia, pois o calor e o envolvimento que o jogo provoca fazem com que as crianças (e os adultos também) tenham uma tendência maior em mostrar o seu verdadeiro caráter, o que é mais difícil acontecer na vida cotidiana. (DOHME, 2008, pg.23)
O jogo pode ser um auxílio se for utilizado com um objetivo bem definido e claro, ou seja, terá que transmitir um conhecimento para a formação do individuo. Como diz Vânia Dohme “o jogo pode ser o condutor de um determinado conteúdo. Através de sua aplicação, pode-se despertar a motivação para determinado aspecto de uma disciplina que se irá abordar ou mesmo avaliar o entendimento de determinado conteúdo, sem contar que existem conhecimentos possíveis de serem transmitidos através de jogos alegres e ativos.” (DOHME, 2008 pg. 22)
Tudo que aprendemos em nossa vida é por meio de brincadeiras, ou seja, para crianças aprender a andar, falar, comer, etc. usa a brincadeira para incentivar. Abramowicz diz que: “Ensinar o faz de conta; é ensinar a criança a atribuir diferentes sentidos para as suas ações. A criança aprende a brincar assim como aprende a se comunicar e expressar seus desejos e vontades. Os adultos e as crianças mais velhas têm papel importante nessa aprendizagem, quando se dispõem a brincar. [...] Brincar é manipular o sentido das palavras, dos sentimentos e da realidade, tendo de que é uma simulação. Toda criança que brinca sabe que brinca! Por isto ela decide sobre o que, como, com quem, com o que, quanto tempo e onde brincar”. (ABRAMOWICZ, pg. 56-58, 1995). Em contra partida vem Vigotsky (1998), dizendo que “a brincadeira de faz-de-conta cria uma zona de desenvolvimento proximal, pois no momento que a criança representa um objeto por outro, ela passa a se relacionar com o significado a ele atribuído, e não mais com ele em si. Assim, a atividade de brincar pode ajudar a passar de ações concretas com objetos para ações com outros significados, possibilitando avançar em direção ao pensamento abstrato”. (VIGOTSKY, 1998, pg.97).
A brincadeira é uma forma de comunicação que deve ser encarado pelo educador como uma forma de relacionamento da criança com o mundo e com outro que esta a sua volta, como diz Adamuz e Zamberlan “É também na atividade lúdica que pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte de sua realidade interior. Na brincadeira a criança aprende a se conhecer melhor e aceitar a existência do outro; organizando, assim, suas relações emocionais e estabelecendo relações sociais”. (ADAMUZ, Batista; ZAMBERLAN. In: SANTOS, 2008, p.158)

O lúdico na formação do educador

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade,
sem ela, tampouco, a sociedade muda."
P. Freire


Sabendo que os jogos despertam para os sentidos diferentes cabe ao professor envolver o educando neste universo mágico, oferecendo condições para que a espontaneidade lúdica e coletiva esteja presentes. Com isso os jogos e as brincadeiras no Ensino Fundamental desenvolvem o exercício das relações de cooperação, dialogo e respeito mútuo. De acordo com Ronca, “os jogos são situações de aprendizagem, então não podemos utilizar a técnica do jogo somente com o objetivo de criar um clima gostoso em sala de aula ou apenas para variar as estratégias do professor num momento em que não se tem algo considerado mais importante para fazer. O jogo deve fazer parte do planejamento de ensino, visando uma situação de aprendizagem dos educando, que são sempre mais participativos quando envolvidos numa situação recreativa”. (RONCA, 1982.p.62)
O professor tem um papel muito importante na formação do ser humano. É ele que desenvolve a competência de aprender em seus alunos, dá o suporte, a estrutura, estimula a aprendizagem, ou seja, ele é o motivador /animador, na busca da construção co conhecimento. E para que essa construção do conhecimento aconteça e o desenvolvimento do raciocínio ocorra, ele deve contar e colaborar para que a comunidade, o Estado e a escola estabeleçam uma parceria de trabalho, promovendo o desenvolvimento dos jovens, que serão o futuro da nação. Aqueles capazes de transformar a realidade de um país. Acima de tudo aquele que vê o que o aluno precisa para o seu crescimento pessoal e profissional, além de perceber com mais clareza a importância da construção da cidadania para o futuro. Para Vigotsky, o professor não deveria trabalhar para o aluno, mas com o aluno de uma atividade de integral interação. (IN: ANTUNES. Pg.. 42)
Por isso deve agir com responsabilidade, ética, buscando ampliar sempre seus conhecimentos, ensinando e aprendendo, pois ele é o elo mais importante entre a escola e a comunidade.
O mundo de hoje exige um perfil de professor que rompa com os arquétipos do passado. Não podemos esquecer que a nossa modernidade impõe novas competências aos docentes, nas quais eles já não são os exclusivos titulares do conhecimento, mas são também e necessariamente, permanentes aprendizes.Apesar de tudo, o profissional da educação deve estar ciente de seu papel social e de sua função na sociedade e, mais do que isso, pronto para superar obstáculos diários que as disfunções sociais podem trazer ao seu trabalho. Cabe ao professor, como adulto mais experiente, estimular brincadeiras, ordenar o espaço interno e externo da escola, facilitar a disposição dos brinquedos, mobiliário, e os demais elementos da sala de aula. Outras formas de intervenção podem ser propostas visando incitar as crianças a desenvolverem brincadeira nesta ou naquela direção, mas só como incitações, nunca obrigação, deixando-as tomarem a decisão de se engajarem na atividade. (NETO, 2002)
O professor também pode brincar com as crianças, principalmente se elas o convidarem, solicitando sua participação ou intervenção. Mas deve procurar ter o máximo de cuidado respeitando sua e ritmo; sem dúvida, esta forma de intervenção é delicada, por ser difícil o adulto participar da brincadeira sem destruí-la; é preciso muita sensibilidade, habilidade e bom nível de observação para participar de forma positiva. Como salienta Ferreira, o professor tem que observar seus alunos nas suas brincadeiras espontâneas, na manipulação de objetos e materiais e na descoberta dos espaços, ela irá ter um importante leque de informações sobre os interesses, necessidades, habilidades e potenciais de cada criança. A partir delas, poderá criar situações e atividades para que a criança aprenda diversos conteúdos partindo dos seus interesses e conhecimentos específicos, já que cada um tem um ritmo próprio de desenvolvimento e aprendizagem. (FERREIRA, 2009, pg 25)
Seguindo esse raciocínio a chave desta intervenção é a observação das brincadeiras das crianças, pois é necessário respeitá-las: conhecê-las, sua cultura, como e com quê brincam, e quando seria interessante o adulto participar. Melhor, porém, é que não o faça e aproveite este momento para observar seus alunos, para conhecê-los melhor. É também importante o professor desenvolver atividades dirigidas que envolvam brincadeiras, mas elas precisam ter seus temas relacionados para que haja contribuição para o desenvolvimento infantil; e elas atuando em conjunto podem as duas ser enriquecidas.
Outra forma que o professor pode usar para enriquecer a brincadeira é propondo atividades que incentivem a curiosidade das crianças; por exemplo, a troca de cartas e bilhetes com os parceiros, leva à escrita e comunicação, sendo experiências que poderão ajudar a criança, mais adiante, a investir nestas habilidades no faz-de-conta. O professor poderá, igualmente, organizar atividades que ajudem a criança a descobrir as possibilidades que certos materiais possuem; os jogos de grupo para crianças mais velhas, ou os de construção para as mais novas, ensinam a dominá-lo melhor, outros níveis de competência, além de permitir verificar o interesse da criança. Piaget (1997) Os professores podem guiá-las proporcionando-lhes os materiais apropriados, mas o essencial é que, para que uma criança, entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar. Cada vez que ensinamos algo a uma criança estamos pedindo que descubra por si mesma, permanecerá com ela.
Outro aspecto importante é estimular que as crianças proponha brincadeiras que são realizadas em sua comunidade. Isto possibilitará que entre em sala de aula todo o universo cultural próprio dela, permitindo ao professor melhor conhecer sua realidade, cabendo a ele enriquecer as experiências lúdicas das crianças, pois a escola tem um grande número de crianças da mesma faixa etária, adultos mais experientes, materiais e espaços pensados para permitir atividades de natureza lúdica. Este enriquecimento pode ser desenvolvido por meio de: intervenções, ordenamento do espaço, atividades dirigidas que possibilitem o surgimento de novos elementos culturais, que permitirão às crianças integrá-los às suas brincadeiras. Seguindo Brougére “A criança não brinca numa ilha deserta. Ela brinca com as substâncias materiais e imateriais que lhe são propostas. Ela brinca com o que tem á mão e com o que tem na cabeça. Os brinquedos orientam a brincadeira, trazem-lhe matéria. Algumas pessoas são tentadas a dizer que eles a condicionam, mas, então toda a brincadeira está condicionada pelo meio ambiente. Só se pode brincar com o que se tem, e a criatividade, tal como a evocamos, permite justamente ultrapassar esse ambiente, sempre particular e limitado. O educador pode, portanto construir um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se tem certeza de que a criança vá agir com esse material como desejaríamos, mas aumentamos assim as chances de que ela o faça...” (BROUGERE, 1995, p. 105)
No brincar há uma troca de olhares e experiências, onde as diferenças sejam elas quais forem são deixadas de lado. Seguindo o ponto de vista de Dohme o brincar pode fazer parte de um processo de aculturamento paras crianças de diferentes origens, onde elas tomam contato e fazem trocas de experiências e pontos de vista. (DOHME, p. 14, 2008)
Portanto se os professores entendessem o valor educativo da brincadeira no Ensino Fundamental, haveria maior valorização e aplicação do lúdico em sala de aula. A tarefa das escolas é de organizar-se em grupo para um exercício desafiador, revendo sua prática.
Vale ressaltar a importância de conscientização dos educadores para o ensino, que não seja somente transmissão de conhecimento, mas para que perceba o lúdico como elemento importante na aprendizagem e no desenvolvimento. Assim espera-se que o professor descubra a dimensão lúdica que existe em sua essência. Segundo Santos (1997), essa dimensão abre ao professor possibilidades do mesmo conhecer-se e relembrar os momentos lúdicos que já viveu

Ensinar Brincando

Várias técnicas de ensino podem contribuir para a aprendizagem. Uma dessas técnicas é o jogo. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, exercita e confere suas habilidades. Seguindo Vigotsky (1984) e Leontiev (1988) ambos concordam que os sentidos vão sendo construídos no decorrer da brincadeira. Muitas vezes, as crianças retêm o significado do objeto (suas propriedades e os modos de uso compartilhados por todos), mas dão outro sentido, ou vários sentidos durante a brincadeira. (VIGOTSKY, 1984, pg. 168)
Ensinar Brincando, é uma forma de estar fazendo com que o aluno aprenda de forma prazerosa. Através do lúdico o aluno é capaz de compreender o mecanismo de aprendizagem de maneira atrativa, que por sua vez facilita o trabalho do educador no que diz respeito ao ensino-aprendizagem.
Consultando o Novo dicionário da língua portuguesa (FERREIRA, 1986, p. 286), encontramos diversos significados para o brincar:
1. Divertir-se infantilmente, entreter-se em jogos de crianças.
2. Divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar; "Em qualquer circunstância está sempre bem humorado, brincando".
3. Agitar-se alegremente, foliar, saltar, pular, dançar.
4. Dizer ou fazer algo por brincadeira, zombar, gracejar.
5. Divertir-se.
6. Tremer, oscilar, agitar-se.
7. Gracejar, zombar, mexer.
8. Entreter-se, distrair-se, ocupar-se.
9. Tomar parte em folguedos carnavalescos
Para que a brincadeira ganhe sentido é preciso que o professor saiba conduzir sabiamente as informações que quer transmitir aos seus educando.
Uma forma de ensinar bem é introduzir as brincadeiras em sala de aula que possibilita um caminho para que a aprendizagem ocorra, e o segredo é: ensinar brincando.
O brincar estimula a curiosidade, a iniciativa e a autoconfiança. Proporciona aprendizagem, desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção. Sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. É uma arte, um Dom natural que, quando bem cultivado, irá contribuir, no futuro, para a eficiência e o equilíbrio do adulto. Com o brincar há o reequilíbrio, há reciclagem das emoções e a necessidades de reconhecer e reinventar. É brincando que a criança mergulha na vida, a sentindo em todas as suas possibilidades. No espaço criado pelo brincar nessa aparente fantasia, acontece à expressão de uma realidade interior que pode estar bloqueada pela necessidade de ajustamento as expectativas sociais e familiares. Como diz: Brougére “Os jogos e brinquedos são meios que ajudam a criança a penetrar em sua própria vida tanto como na natureza e no universo”. (BROUGÉRE, 1998, pg.17)
O jogo pode ajudar os educados em muitas situações que envolvam uma dificuldade. Pois aplicar um jogo em sala de aula provoca uma excitação e um alto interesse pela aprendizagem.
Vejamos outros benefícios produzidos através de técnicas de jogos.
• Facilita o desenvolvimento do raciocínio na medida em que estimula os educando a pensar, a adivinhar.
• Habitua o educando a correr riscos, desenvolvendo a coragem e autoconfiança.
• Propõe contato com diversos sentimentos, fazendo-o refletir sobre ganhar e perder.
• Aumenta o poder de concentração e de atenção.
Podem-se criar vários jogos para o desenvolvimento da percepção, reflexão sobre questões sociais, como competição e seus significados. Assim desenvolvendo nos educando determinados valores sociais, como: respeitar o outro, honestidade, saber ganhar e saber perder, aprender a lidar com situações conflitantes dentro do grupo. Cabendo ao professor utilizar as técnicas adequadas para os educando que não conseguem lidar com conflitos no grupo e optam por não brincar ou optam por não brincar ou provocam confusão; a timidez e a vergonha também atrapalham o desenvolvimento dos alunos, pois ao envolver-se num jogo, há um alto envolvimento emocional do educando. O educador não deve excluir o aluno e sim tentar ajudá-lo a aliviar e superar as tensões emocionais que o impedem de brincar. (DOHME, 2008)

Brincar na escola
Os sentidos e os significados do brincar dependem de quem brinca. E o brincar pode ser uma rica possibilidade de construção de identidade, ou seja, observa-se que o brincar das crianças tem a ver com a espontaneidade de seus olhares. Segundo Bruner (In: MOYLES, 2002, p.24), “a principal característica do brincar – quer infantil, quer adulto – não é o seu conteúdo, e sim o seu modo. O brincar é uma abordagem a ação, não uma forma de atividade”.
A brincadeira é um espaço de socialização, de construção que desenvolve todos os sentidos da criança. O ato de brincar não é apenas para o desenvolvimento escolar da criança e sim um local para adquirir experiência de elaboração das vivências. A brincadeira implica para a criança muito mais do que um simples ato de brincar, pois através da brincadeira ela está se comunicando com o mundo e também está se expressando. De acordo com Abramowicz no ato de brincar ocorrem trocas, as crianças convivem com suas diferenças, se dá o desenvolvimento da imaginação e da linguagem, da compreensão e apropriação de conhecimentos e sentimentos, do exercício da cidadania e da decisão. (ABRAMOWICZ, 1995, pg 59)
Winnicott (1982) revela que é no brincar que o indivíduo criança ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral, ou seja, qualquer que seja a atividade lúdica conduz ao encontro com criatividade.
Nas escolas o que se tem percebido é a falta de espaço e tempo destinados à atividade lúdica, o que compromete o desenvolvimento da criatividade da criança, bem como limita as possibilidades de os professores acompanharem o desenvolvimento das crianças, bem como conhecerem melhor o universo sócio cultural ao qual elas estão inseridas.
Apesar de se ter registrado a existência de espaços físicos internos ricos para possibilitar às crianças a exploração e a criação de brinquedos e brincadeiras, percebe-se a ausência de uma intencionalidade destacada nos projetos pedagógicos e, conseqüentemente, nas práticas educativas em relação à importância do brincar no processo de apropriação dos códigos da cultura em que estão inseridas as crianças. Para Oliveira a elaboração do currículo implica a opção por uma organização curricular que seja um elemento mediador fundamental da relação entre a realidade cotidiana da criança às concepções, os valores, e os desejos, as necessidades e os conflitos vividos em seu meio próximo e a realidade social mais ampla, com outros conceitos, valores e visões de mundo. (OLIVEIRA, 2005)

Conclusão

O artigo apresentado busca salientar a importância dos jogos e brincadeiras como meio para o desenvolvimento dos alunos das séries iniciais em suas várias potencialidades, mostrando que o lúdico é um grande aliado do educador e não pode ser deixado de lado, mas sim precisa ser considerado com um valor educativo, em que a criança brinca, se diverte, usa a imaginação e aprende ao mesmo tempo. Mas para isso o professor tem que ter um embasamento em uma teoria correta e adequada para seus alunos.
Brincar é, sem sombra de dúvidas, um importante recurso pedagógico que estimula e desenvolvem as funções mentais superiores, as funções psicomotoras e participa no processo de construção do conhecimento. A criança se desenvolve e aprende brincando, adquire experiências e conhecimentos, pensa e raciocina, descobre e aprende com mundo e com si própria, constrói-se física, social, cultural e psicologicamente.
Através da análise dos referenciais para a educação podemos ressaltar que a mesma tem a preocupação de propiciar às crianças um desenvolvimento integral e dinâmico com o uso de jogos e brincadeiras com um facilitador do ensino e aprendizagem.
Enfim, brincar é mais do que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, relaciona-se com o mundo. Brincando, a criança aprende.



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